Grávida tem direito a pensão?

Luana Lima

9/11/2025

Você já ouviu falar em alimentos gravídicos?

Muita gente não conhece esse direito, e, por causa disso, várias gestantes passam a gravidez fazendo escolhas cruéis entre um exame importante e a própria alimentação.

Em meio a tantas mudanças físicas, emocionais e financeiras, existe uma lei que deveria impedir essa desigualdade, mas que ainda é pouco divulgada, mas que garante “Pensão na gravidez”.

“Direitos da gestante” e “auxílio financeiro na gestação” não são apenas termos jurídicos: são proteções reais que podem transformar a experiência de uma mulher.

E entender isso pode ser o primeiro passo para garantir uma gestação mais segura e digna.

O que são os alimentos gravídicos?

São valores pagos pelo pai da criança durante a gestação, com o objetivo de ajudar nas despesas necessárias para uma gestação saudável, como alimentação, consultas médicas, exames, medicamentos e até transporte para o pré-natal.

O mais importante: eles não são destinados à mãe, mas ao bebê que está sendo gerado, garantindo o direito fundamental à vida e ao bem-estar de quem ainda vai nascer.

Esses valores podem ser solicitados durante a gravidez, quando existirem indícios de paternidade, como mensagens, fotos, testemunhos ou outros elementos que demonstrem o relacionamento entre o casal.

Quem pode pedir e como funciona na prática

A gestante pode requerer os alimentos gravídicos por meio de uma ação judicial específica, quando existirem indícios de paternidade, como fotos, mensagens, testemunhas ou qualquer elemento que indique o relacionamento entre a gestante e o suposto pai.

Nessa ação o juiz analisará as provas apresentadas e determinará o valor conforme as necessidades da gestante, e as possibilidades financeiras do pai.

A ideia é equilibrar as condições: o bebê deve ter o suporte necessário, sem que isso gere um peso desproporcional para nenhuma das partes.

Após o nascimento da criança, esses alimentos podem ser convertidos automaticamente em pensão alimentícia, desde que a paternidade seja confirmada.

Se, ao contrário, o exame de DNA provar que o homem não é o pai, ele pode solicitar a exoneração da obrigação.

Por que esse direito é tão essencial para a segurança da gestação?

Pense em duas realidades diferentes:

  • Uma gestante que consegue seguir o pré-natal corretamente, alimentar-se bem e realizar todos os exames.

  • Outra que precisa adiar consultas porque não tem dinheiro para o transporte.

A lei busca impedir que a segunda realidade aconteça.

A corresponsabilidade parental começa antes do nascimento, e a proteção ao bebê precisa ser garantida desde o primeiro batimento.

Base legal e segurança jurídica

Os alimentos gravídicos estão previstos na Lei nº 11.804/2008, que regulamenta a assistência financeira à gestante.

Essa legislação é clara: basta a existência de indícios de paternidade para que o juiz possa determinar o pagamento.

O objetivo é evitar que o bebê sofra as consequências da omissão paterna e assegurar que ambos, mãe e filho, tenham condições dignas durante a gravidez.

Conclusão

Os alimentos gravídicos são mais do que uma obrigação legal, são um instrumento de justiça e cuidado.

Eles garantem que a gestante não enfrente sozinha um período que deveria ser de acolhimento e proteção, e reforçam que a responsabilidade pela vida de um filho começa desde o primeiro batimento.

Se você conhece alguém que está passando por essa situação, incentive-a a se informar sobre esse direito. Conhecer a lei é o primeiro passo para garantir uma gestação com dignidade e segurança.

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