Pai não paga pensão, e fala que não tem nada no nome? Veja quais medidas a justiça pode usar para cobrar!
Luana Lima
12/24/2025
Quando a pensão alimentícia deixa de ser paga, muitas mães ou responsáveis escutam uma frase que paralisa: “Pode me colocar na Justiça, eu não tenho nada no meu nome.”
A sensação imediata é de impotência, mas essa afirmação, sozinha, não encerra o direito à pensão, e entender isso pode mudar completamente a forma como o problema é enxergado.
Pensão alimentícia não depende da boa vontade!
A pensão não é um favor nem uma ajuda espontânea, trata-se de uma obrigação legal, pensada para garantir o sustento, a dignidade e o desenvolvimento de quem depende dela.
Por isso, o simples fato de alguém afirmar que não possui bens registrados em seu nome não significa que a dívida deixa de existir.
Na prática, a Justiça não trabalha apenas com declarações, ela analisa movimentação financeira, padrão de vida e comportamento econômico.
É comum, por exemplo, que uma pessoa não tenha imóveis ou veículos registrados, mas movimente valores em conta bancária, receba pagamentos frequentes ou mantenha um estilo de vida incompatível com o discurso de “não ter nada”.
Quais medidas podem ser analisadas pela Justiça?
O ordenamento jurídico prevê mecanismos legais para buscar o cumprimento da obrigação alimentar, vejamos alguns exemplos:
análise de movimentação bancária;
bloqueio de valores encontrados;
medidas que impactam a rotina do devedor, como restrições administrativas;
e, em situações específicas, a prisão civil por atraso recente de pensão.
Cada medida depende de avaliação cuidadosa, provas e respeito aos limites legais.
E bens em nome de terceiros resolvem?
Transferir bens para outras pessoas ou manter tudo em nome de terceiros não é uma blindagem automática.
Já que se houver indícios de tentativa de ocultação patrimonial, a situação pode ser analisada pelo Judiciário, sempre com cautela e contraditório.
O ponto mais importante que quase ninguém explica: Não existe solução padrão.
Cada família tem uma realidade, e nenhuma medida é automática.
Mas uma coisa é certa: o argumento “não tenho nada no nome” não elimina a obrigação de pagar pensão, nem impede que a Justiça investigue os meios possíveis dentro da lei.
Informação também é proteção.
Conhecer como o sistema funciona reduz o medo, evita decisões precipitadas e ajuda a enxergar que o caminho jurídico não se resume ao que o outro diz, mas ao que pode ser legalmente apurado.
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