O que acontece quando o suposto pai se recusa a fazer o teste de DNA?
Luana Lima
1/7/2026
Você finalmente cria coragem para abrir um processo de investigação de paternidade e, quando o exame de DNA é marcado, o suposto pai simplesmente diz que não vai fazer.
A primeira sensação costuma ser um misto de medo e frustração: “E agora? Ele pode fugir para sempre?”
Essa é uma dúvida muito comum, e entender como a Justiça lida com essa situação ajuda a trazer clareza e tranquilidade.
O que acontece quando o pai “desaparece” do exame?
O teste de DNA é um dos meios mais usados para esclarecer a paternidade, mas ele não depende exclusivamente da boa vontade da outra parte.
Quando alguém se recusa ou inventa desculpas para não comparecer, isso não passa despercebido.
A Justiça costuma olhar esse comportamento com atenção, porque a recusa levanta uma pergunta natural: por que alguém que afirma não ser o pai teria medo de fazer um exame tão simples?
É como quando alguém evita olhar para você ao responder uma pergunta: a atitude fala antes das palavras.
Presunção de paternidade: o que significa na prática?
Se a pessoa insiste em não comparecer ao exame, a Justiça pode aplicar o que chamamos de presunção de paternidade.
Mas, calma: não é um “carimbo automático”.
É uma interpretação lógica do comportamento.
Funciona assim: quando o suposto pai "foge" repetidamente do exame, o juiz pode entender que essa recusa é um sinal de que existe algo a ser confirmado.
Em termos simples, a atitude dele pode pesar na formação do convencimento do juiz.
Essa avaliação é feita caso a caso, com base nas provas e circunstâncias do processo, e não como punição, mas como um instrumento de busca pela verdade.
Por que a recusa importa tanto?
Porque, na prática, fugir do exame não resolve o problema, apenas cria mais evidências de que pode haver algo a esclarecer.
E isso ajuda o juiz a interpretar o contexto de forma mais ampla.
Pense assim: Se alguém não tem nada a esconder, o exame é só mais um passo, logo, quando a recusa é constante, ela própria se torna uma informação relevante.
Conclusão: informação traz segurança
A recusa ao exame de DNA não paralisa o processo.
Ela é analisada com seriedade e pode, sim, influenciar a compreensão do juiz sobre o caso.
Por isso, entender cada etapa, inclusive a importância do comportamento das partes, ajuda a enfrentar o tema com mais consciência e menos medo.
Informação é o primeiro passo para decisões mais seguras.
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